A regra inicial do senhor Palomar incide ainda hoje nas regras presentes
em várias Instituições de Ensino, infelizmente. Ora evidenciada pelos
professores, ora pelo Grupo Gestor.
Ainda existe a visão distorcida de que se os alunos não atingem aquele objetivo proposto
por cada disciplina, ele será identificado por sua dificuldade, suas
habilidades nem sempre são reconhecidas.
Temos uma sociedade que discrimina pelo que considera “diferente”, que
antes de qualquer coisa identifica as falhas, nunca o êxito; que entende que
deficiência é defeito, que se considera superior aos demais que apresentam
algumas limitações.
Nós, professores do AEE, apresentamos cotidianamente à comunidade
escolar, às pessoas que encontramos diariamente, o quanto devemos valorizar as
diferenças, que todos devemos ser respeitados pelo que somos, pelo que temos a
oferecer ao próximo, pelo conhecimento, pelas aptidões... Por que se concentrar
no que acreditamos ser frágil ou deficiente?
Assim como o personagem, a nossa sociedade também poderá perceber que não
temos uma sociedade homogênea. Nossas Escolas também precisam valorizar e
reconhecer as inteligências múltiplas.
O AEE deve sempre atuar como facilitador
no ambiente escolar em prol desse reconhecimento.
